Lei da UE sobre Indústrias de Emissões Zero Aprovada
A UE aprovou a "Lei da Indústria Líquida Zero" em 27 de maio, que não só representa um sólido passo em frente nos esforços da Europa para combater as alterações climáticas e promover a transformação verde da indústria, como também tem um impacto profundo na indústria local de fabrico de painéis fotovoltaicos. De acordo com o plano delineado na lei, até 2030, a UE deverá atingir pelo menos 40% da sua capacidade de fabrico de painéis fotovoltaicos, de forma a satisfazer a crescente procura de energia limpa e a reduzir a dependência excessiva de cadeias de abastecimento externas.
A Lei da Indústria de Emissões Líquidas Zero é uma parte fundamental do Pacto Ecológico Europeu, que visa garantir que, até 2030, pelo menos 40% da procura de tecnologias limpas na UE, incluindo turbinas eólicas, baterias, bombas de calor, painéis solares e hidrogénio renovável, seja produzida na Europa. A lei irá melhorar as condições para o investimento em tecnologias de emissões líquidas zero, através da melhoria da informação, da redução da burocracia na criação de projetos e da simplificação do processo de licenciamento. Para promover a diversificação do fornecimento de tecnologias de emissões líquidas zero, a lei exige que as autoridades públicas considerem os critérios de sustentabilidade e resiliência dessas tecnologias em concursos públicos ou leilões.
Na verdade, os dados atuais mostram que a produção interna de painéis solares da UE representa apenas 3% do mercado, havendo uma dependência significativa das importações da China para suas instalações fotovoltaicas. Os dados alfandegários mais recentes indicam que, em março, a China exportou aproximadamente 24,5 GW de módulos fotovoltaicos, sendo os três principais mercados globais importadores de módulos fotovoltaicos chineses a Europa, o Paquistão e a Arábia Saudita, que juntos representam cerca de 60% do mercado global. Dentre eles, o mercado europeu importou cerca de 9,7 GW de módulos fotovoltaicos da China, um aumento de 21% em relação aos 8 GW de fevereiro.
Em resposta, a UE exige que 85% dos componentes utilizados em parques eólicos, 60% das bombas de calor, 85% das células fotovoltaicas e 85% dos eletrolisadores sejam produzidos no continente europeu. O mercado acredita que esta notícia limitará a exportação de produtos de novas energias da China.
Atrair Investimentos na Fabricação de Sistemas Fotovoltaicos Além da inovação tecnológica, o apoio governamental e as políticas de incentivo também desempenham um papel crucial. A UE atrairá ativamente mais empresas para investir na indústria de fabricação de sistemas fotovoltaicos, oferecendo incentivos fiscais, subsídios e empréstimos com condições preferenciais. Essas políticas não só contribuirão para o rápido desenvolvimento da indústria fotovoltaica, como também criarão um número significativo de empregos de alta qualidade na Europa, reforçando ainda mais a segurança energética.
Garantir o fornecimento estável de matérias-primas: No processo de alcançar as metas locais de fabricação de energia fotovoltaica, o fortalecimento da cooperação ao longo da cadeia industrial também é indispensável. A UE busca ativamente uma estreita cooperação com empresas a montante e a jusante na cadeia industrial global de energia fotovoltaica para garantir um fornecimento estável de matérias-primas essenciais e aumentar a competitividade por meio da otimização de toda a cadeia. Esse modelo de cooperação contribuirá para o desenvolvimento a longo prazo da indústria fotovoltaica europeia e demonstrará maior capacidade no mercado global.
Perspectivas promissoras para produtos fotovoltaicos: Com o crescimento contínuo da demanda global por energia limpa, as perspectivas de mercado para produtos fotovoltaicos são cada vez mais amplas. Ao aumentar sua capacidade de produção local de células fotovoltaicas, a UE poderá não apenas atender melhor às necessidades de seu mercado interno, mas também conquistar uma posição competitiva mais vantajosa no mercado global de energia limpa.
Em resumo, a aprovação da Lei da Indústria de Emissões Líquidas Zero trouxe novas oportunidades de desenvolvimento para a indústria europeia de fabricação de células fotovoltaicas. Impulsionada pela inovação tecnológica, apoio governamental, cooperação na cadeia produtiva e demanda de mercado, a UE está avançando firmemente para atingir sua meta de pelo menos 40% de capacidade de produção de células fotovoltaicas até 2030, o que, sem dúvida, dará um forte impulso à transformação energética limpa da Europa.
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