Desafios na indústria fotovoltaica japonesa
A recente desaceleração da indústria fotovoltaica japonesa é difícil de esconder. Autoridades do Ministério da Economia, Comércio e Indústria expressaram recentemente seu compromisso em apoiar o desenvolvimento da tecnologia perovskita no país. De acordo com o plano do governo japonês, até 2030, a geração de energia fotovoltaica representará de 14% a 16% da demanda total de eletricidade, o que significa que o Japão precisa dobrar sua geração de energia fotovoltaica em menos de 10 anos. Portanto, o Japão está se posicionando ativamente na pesquisa e produção de células fotovoltaicas de próxima geração. No entanto, há uma crença generalizada no setor de que diversas questões, como integração industrial, definição de metas de gestão e cenários de instalação, estão limitando o desenvolvimento da indústria fotovoltaica japonesa.
Como um dos pioneiros no desenvolvimento da energia fotovoltaica, o Japão, por meio de políticas de incentivo, obrigou as empresas de energia a comprar eletricidade gerada por energia solar e outras fontes renováveis a preços elevados, o que levou a um rápido aumento no número de empresas que ingressaram no setor fotovoltaico. No início do século, a Sharp, empresa japonesa, detinha a maior participação no mercado global de componentes fotovoltaicos, com outras empresas como Kyocera, Panasonic e Mitsubishi Electric também figurando entre as cinco maiores. Contudo, por volta de 2010, a participação das empresas japonesas no mercado global começou a declinar gradualmente. Nos últimos anos, o declínio das empresas japonesas fabricantes de componentes fotovoltaicos se intensificou, com a saída contínua de empresas do setor de produção e fabricação desses componentes.
Entretanto, os cenários de instalação também representam um dos fatores limitantes para o desenvolvimento da energia fotovoltaica no Japão. Sendo um país insular com praticamente nenhuma área plana, o Japão possui pouquíssimas terras adequadas para a geração de energia fotovoltaica. De acordo com as estatísticas da Agência Internacional de Energia, o Japão lidera o mundo em capacidade de geração de energia fotovoltaica por unidade de área plana, mas a taxa de crescimento da capacidade instalada vem diminuindo ano a ano. Isso indica que a taxa de utilização de locais adequados para a energia fotovoltaica atingiu seu limite, restando muito poucos locais a serem desenvolvidos.
Em resposta, o Japão aumentou este ano a receita da geração de eletricidade a partir de sistemas fotovoltaicos em telhados, estipulando que as empresas de energia devem comprar eletricidade fotovoltaica gerada em telhados a um preço 20% superior ao praticado em planícies ou áreas montanhosas, a fim de incentivar as empresas a instalarem painéis fotovoltaicos nos telhados de fábricas e armazéns com taxas de utilização mais baixas.
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