As invenções fotovoltaicas aumentaram dezessete vezes em três décadas.
O Escritório Europeu de Patentes afirma que a China ultrapassou outros países em número de pedidos de patentes fotovoltaicas nos últimos 15 anos, enquanto startups e universidades europeias mantêm a liderança em agrovoltaica e aplicações solares de nicho.

O Observatório de Patentes e Tecnologia do Escritório Europeu de Patentes afirma que a inovação em energia fotovoltaica (FV) cresceu mais de dezessete vezes nas últimas três décadas.
A visão tecnológica do escritório relatório Analisa tendências em 30 tecnologias ao longo de cinco décadas. Abrange 340.000 invenções, incluindo 70.000 famílias de patentes internacionais (FPIs) em materiais fotovoltaicos, dispositivos fotovoltaicos, gerenciamento desses dispositivos e áreas de aplicação.
O relatório indica que a maioria dos principais requerentes relacionados a IPFs eram empresas localizadas no Japão, seguidas pelos Estados Unidos, Coreia do Sul, Alemanha e França. Os principais inovadores chineses não figuram na lista devido ao seu foco primordial em pedidos de patentes no mercado interno.
O Escritório Europeu de Patentes observou que, embora as tecnologias de dispositivos tenham desempenhado um papel fundamental de 1990 a 2023, representando até 78% de todas as invenções, o papel de outras subáreas tem crescido de forma constante nos últimos anos.

De 2020 a 2023, cerca de metade (48%) de todas as invenções fotovoltaicas estavam relacionadas a tecnologias de dispositivos, seguidas por aplicações (25%), materiais fotovoltaicos (17%) e gerenciamento de dispositivos (10%).
Nos últimos 15 anos, as atividades de patenteamento têm migrado cada vez mais para a China. Embora o número de patentes internacionais tenha diminuído desde 2012, o Escritório Europeu de Patentes afirmou que os pedidos de patentes na China aumentaram quase seis vezes desde 2010, com o país respondendo por 80% de todas as novas invenções fotovoltaicas no mundo até 2022.
Em outras regiões, a Europa manteve uma vantagem em tecnologias relacionadas à implantação, incluindo agrivoltaica e instalações em telhados, garagens e edifícios.
O relatório cita a maior atividade de startups na Alemanha, França, Suíça e Suécia. Acrescenta que as universidades europeias continuam a demonstrar altos níveis de atividade inventiva, particularmente em dispositivos e materiais fotovoltaicos, com o Reino Unido liderando em patentes acadêmicas, seguido pela França, Suíça e Alemanha.
Na conclusão do relatório, o Escritório Europeu de Patentes afirmou que a perspectiva para invenções e inovações em energia fotovoltaica continua "promissora".
“O progresso contínuo em materiais e dispositivos fotovoltaicos, bem como as economias de escala, garantirão que a energia fotovoltaica continue a desempenhar um papel fundamental na transição global para a energia sustentável”, afirmou o Escritório Europeu de Patentes.
“Nos próximos anos, podemos esperar que novos materiais se tornem mais maduros e competitivos, que os processos de fabricação se tornem mais eficientes e ecológicos e que a tecnologia fotovoltaica se torne ainda mais inteligente.”
